Na residência, estive em serviços de saúde variados, nos três níveis de atenção da rede. Conheci pessoas investidas no cuidado e muitas histórias que guardo com carinho. Aprendi que há algo a ser comunicado, mesmo quando não verbalizado, que o cuidado pode ser feito de outras formas, para além da escuta, e que o encontro de sujeitos é potente. Hoje continuo minha trajetória na clínica, interessada por pessoas que atravessam momentos em que algo mudou profundamente — uma perda, uma separação, uma transição, uma ruptura — porque acredito que algumas experiências não podem ser desfeitas, mas podem ganhar novos sentidos quando encontram um lugar para serem narradas.
Sobre mim
Olá, meu nome é Raíssa. Como esses registros demonstram, não tenho o costume de me fotografar com frequência, mas as fotos que tiro também contam uma história, a minha história. Meu interesse pela Psicologia surgiu ainda cedo, quando percebi nesse campo do conhecimento a possibilidade de sustentar a dor do outro sem precisar apressá-la. Durante a graduação, eu me aproximei do campo da saúde e me dediquei aos atravessamentos do processo saúde-doença na subjetividade, formação que se aprofundou ao longo da residência multiprofissional.


Minha abordagem
Minha prática clínica é orientada pela psicanálise, uma abordagem que compreende que nossa história, nossos vínculos e experiências participam da maneira como sentimos, pensamos e nos relacionamos. Na psicoterapia, a fala ocupa um lugar central. Por meio dela, podemos nos aproximar de aspectos da própria história que nem sempre são percebidos de imediato, reconhecer conflitos, padrões que se repetem e compreender de outras formas aquilo que hoje produz sofrimento. Mais do que oferecer respostas prontas, a psicanálise propõe um espaço de escuta onde cada pessoa possa construir suas próprias perguntas e elaborar aquilo que vive, respeitando seu tempo e sua singularidade. É também nesse espaço que perdas, rupturas, mudanças e outras experiências que transformam profundamente a vida podem encontrar palavras e novos sentidos.


Ética e sigilo
Um espaço de confiança para que cada pessoa possa falar livremente.
Escuta
Há o que se diz, o que se silencia e o que encontra palavras ao longo do processo.
Singularidade
Cada história tem seu próprio tempo.
A clínica é, para mim, um lugar de encontro entre histórias, palavras e possibilidades de elaboração.






